sábado, 30 de agosto de 2014

Skyfall by Adele

Adele é uma das mais jovens e belas vozes da música internacional no momento. Inglesa de Londres, e nascida em 1988, a inglesinha além de cantora também compõem, como é o caso da música que ora apresentamos, e toca diversos instrumentos. 

Até pela sua pouca idade, sua carreira começou recentemente, e foi escolhida artista revelação em 2008, mas isso não a impediu de já ter amealhado 10 Grammy Award, de ser a primeira artista britânica a aparecer na Billboard 200 3 vezes seguidas em 1º lugar, de ter batido recordes de artistas como Michael Jackson, Madonna, Whitney Houston e Beyoncé. Paramos por aqui, porque Adele já conquistou muito mais nesses 6 anos de carreira, dando a impressão de ser uma artista muitíssimo bem sucedida, mas com uns 30 anos de estrada.

Mas o que mais impressiona mesmo em Adele são o talento e a voz. E, na opinião deste blogueiro, em nenhuma outro momento os dois estiveram tão próximos quanto na música que ela fez para estrelar o filme de um agente secreto britânico marrento e embusteiro, que anda sempre cercado de belas mulheres e participando de aventuras impressionantes: James Bond, também conhecido como 007.




sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Blog dos Mercantes ri da futurologia

O Brasil vem abrindo mão de transportar seus produtos e com 
isso vem pondo muita azeitona nas empadas dos outros - Imagem da Internet

E o que a gente tem mesmo que rir. Ao menos da maneira como está retratado na reportagem veiculada pelo Monitor Mercantil, pois é puro exercício de futurologia, e futurologia não tem base em nada palpável. É quase como um jogo de búzios ou de uma cartomante, não tem garantia de realização e a maioria das coisas não se concretiza, se perdendo pelo tempo.

Mas então não precisamos fazer previsões para planejamento? Ora, claro que precisamos, mas não podemos de nenhuma maneira ater-nos a essas previsões como se realidade fossem, como transparece no artigo abaixo do Monitor Mercantil. Precisamos sempre nos ater ao fato de que previsões podem ou não se realizar, mesmo sendo algo lógico como o aumento da frota chinesa, ou a manutenção da liderança da Europa como maior “armadora” do mundo.

Mas uma coisa salta aos olhos para quem observa as previsões abaixo, e já a citamos acima, que é o aumento da frota chinesa. A China sabe e tem plena consciência, de que tão ou mais importante do que produzir é transportar. No mundo do “just in time”, de empresas transnacionais gigantescas, que costumam manter seus estoques, ou a maior parte dele, em trânsito, como forma de reduzir custos e aumentar lucros, nesse mundo é importantíssimo dominar o transporte, ao menos aquele que garanta o escoamento de sua própria produção, como forma de composição de custos, de alcançar mercados distantes ou difíceis, e também de adquirir bens necessários ao fomento de sua economia e ao bem-estar de sua população.

O Brasil tem aberto mão do direito e dever de manter autonomia no transporte de seus bens e de se firmar como player nesse mercado altamente competitivo, mas também rentável.



O que reservam as duas próximas décadas para a marinha mercante

Hong Kong – O setor da marinha mercante será quase desconhecido em 2030, com os novos mercados transformados em novos players mundiais no gerenciamento e transporte de matérias-primas e commodities, com milhões de consumidores, assim como novos focos de tensão.

Neste novo mundo existirão vencedores e vencidos em todos os níveis: países perderão parcelas de seus predomínios atuais no mar, cidades praianas conquistarão posições na batalha mundial pelos novos eixos marítimos que estão sendo criados, economias serão beneficiadas pelo aumento de demanda de matérias-primas. Em analogia, serão convocadas a adequarem-se as empresas que operam na indústria da marinha mercante.

Em seu relatório Global Marine Trends 2030, que elaboraram Lloyds Register, QinetiQ e Universidade Strathclyde, de Glasgow, os pesquiaadores estão prevendo como será a indústria da marinha mercante daqui a cerca de 20 anos com base em três prováveis cenários.

No mais provável, que denominam Status Quo, o planeta continuará marchando como hoje, com a economia registrando os conhecidos ascendentes e descendentes ciclos, enquanto os governos tentarão atender às exigências dos cidadãos com a conhecida lógica de curto prazo.
No segundo cenário, intitulado Global Commons, os governos ficarão ocupados muito seriamente com as questões dos limitados recursos naturais e dos problemas no meio ambiente, enquanto a riqueza será distribuída com maior justiça entre os habitantes do planeta.

Finalmente, no terceiro cenário, com título Competing Nations, os Estados não conseguirão atingir a harmonia do cenário anterior e passarão a ocuparem-se, primeiramente, com seus próprios interesses. Assim, é criado um novo mundo de severa competição.

Rumo ao Oriente
De acordo com o cenário básico, a China apresentará o maior crescimento da frota da marinha mercante, com sua parcela aumentando de 15%, em 2010, para 19% a 24%, em 2030. Importantíssimo é o destaque de que os armadores da Grécia e do restante da Europa continuarão sendo, também em 2030, as forças predominantes com base no número de embarcações mercantis de suas propriedades.

Grande redução, avalia-se, apresentará a fatia do Japão, a qual, de 12% do frota mundial da marinha mercante em 2010, será reduzida para 5,6% a 6,7% em 2030. Já com relação à parcela da Europa na categoria dos tankers, será reduzida de 41%, em 2010, para 27% a 34%, em 2030, enquanto a fatia dos países do Sudeste da Europa aumentará de 11% para 16% a 19%. Os tankers de propriedade de armadores chineses constituirão 10% a 13% do mercado em 2030 (7,6% hoje).

No setor de embarcações para transporte de gás natural liquefeito (GNL), o mercado continuará sob o domínio do Grande Oriente Médio, Europa e Japão em 2030. Contudo, a parcela deles será ligeiramente reduzida por causa da ascensão da China e dos países da África. Especificamente para a Europa Ocidental (incluindo a Grécia), sua parcela será reduzida de 29% em 21%, em 2030.

O maior aumento de propriedade de embarcações de transporte de cargas a granel será registrado na China, cuja fatia aumentará de 22% para 26% a 31% no período 2010–2030. Pequena queda deverá registrar a Europa (de 16% para 12% a 15%).

Na categoria de embarcações para transporte de contêiners, a parcela da Europa, que em 2010 atingia 48%, será reduzida para 29,5% a 35,6% em 2030, de acordo com o cenário básico do relatório. Ao contrário, considerável aumento está previsto para embarcações do setor de propriedade de armadores chineses (aumento em 20,5% a 27,2% do mercado, ante 18,3% em 2010).

Potências mundiais

Em qual economia competirão em 2030 as potências mundiais de marinha mercante? Segundo o cenário básico, a economia mundial estará sob o predomínio dos Estados Unidos e da China, enquanto, simultaneamente, a posição da Índia será fortalecida. Prevê-se que chineses superarão os norte-americanos, com base no Produto Interno Bruto (PIB), ainda na década de 2020, mas a evolução mais importante constituirá a galopante a

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Blog dos Mercantes mostra a ganância dos armadores

Foto da internet


Interessante como se aproveita qualquer oportunidade para aumentar lucros, mesmo que isso seja através de uma falácia ou da invenção de uma situação ao generalizar situações individuais. É isso que tenta justificar a reportagem abaixo, da Tribuna Online. Na verdade a reportagem deve ter sido retirada de uma agência de notícias, e aproveitada no portal da Tribuna, mas isso não isenta o veículo de comunicação ao ajudar a legitimar uma inverdade.

E é isso mesmo que afirmo acima, pois atrasos e antecipações nos processos de transporte marítimo de mercadorias estão sempre previstos em seus Charter Parties (contratos de afretamento marítimo), aumentando ou, às vezes, reduzindo o valor dos mesmos, de acordo com o tempo que se leva nesse transporte, e das condições que causam os atrasos ou antecipações. Tais aumentos ou antecipações se refletem nos preços dos fretes, mas isso se dá de forma individual e, como dissemos acima, está prevista em contrato.

Ora, as mudanças climáticas causadas pelo aquecimento das águas do Pacífico Sul nas costas da América é cíclico, e interfere de forma diferente em vários locais do mundo. Se em alguns aumenta a humidade, em outros aumenta o ressecamento do ar. Dessa forma o impacto em cada carregamento será individual, pois eles não são todos feitos no mesmo local, nem transportados para um único ponto do globo.

A forma como o artigo foi redigido indica um aumento no preço do frete em geral, e isso é apenas especulação, pois nada justifica tal aumento, a não ser nos casos individualizados que mencionamos acima. Mas qualquer motivo é válido para justificar aumento de lucros. Esse é o mundo em que vivemos.

E é por isso que defendemos a manutenção de uma frota mercante no Brasil, pois um aumento de frete como esse encarece nossos produtos, mas operando uma frota mercante podemos intervir e impedir que aumentos abusivos diminuam a competitividade de nossos produtos no comércio exterior.

Uma frota não se constrói da noite para o dia. Mas ela é cada vez mais necessária como arma de composição de custo e aumento de competitividade para nossa economia.


Mercado de frete marítimo vê alta de custos em caso de ocorrência de El Niño

A potencial ocorrência do fenômeno climático El Niño, que pode afetar safras globais, deve alterar padrões de embarques e elevar custos de frete marítimo, tendo impacto para fornecedores e importadores que precisam cobrir suas necessidades com compras em longas distâncias.

O El Niño, um aumento das temperaturas na superfície do Oceano Pacífico, pode provocar enchentes e secas em diferentes regiões, atingindo importantes áreas produtoras, incluindo a produção de arroz, trigo e cana. As previsões climáticas cada vez apontam maior probabilidade de seu retorno em 2014 pela primeira vez em cinco anos.

Nas ocorrências anteriores de El Niño, o principal índice de frete marítimo da bolsa de Londres Baltic Exchange subiu significativamente.
"As mudanças climáticas podem levar a mudanças no comércio de commodities agrícolas", disse Marc Pauchet, da corretora marítima ACM.
"Grãos e outras commodities agrícolas são sensíveis à chuva e não podem ser carregadas ou descarregadas em condições de umidade. Isso potencialmente levaria a um congestionamento nos portos e um aumento no tempo de espera", disse Burak Cetinok, da consultoria Hartland Shipping. "Em teoria, isso teria um impacto positivo em taxas de frete."

Fonte: Folha de São Paulo\Reuters

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Blog dos Mercantes traz matéria interessante sobre ambiente de trabalho

Particularmente nunca gostei de ambientes de trabalho muito sisudos, tampouco estressantes. Agora me deparo com esse artigo de Wellington Nogueira falando exatamente das benesses, não só individuais, como também econômicas de contarmos com ambientes de trabalho mais descontraídos. 

Lembrando sempre que descontração não significa irresponsabilidade, desrespeito, descaso ou incompetência, achei que valia a pena compartilhar o artigo com vocês e sugerir sua leitura. Quem sabe não ajudamos alguns a melhorarem seus ambientes de trabalho, ou mesmo em outras esferas sociais?

Para ler o artigo completo no sítio da UOL, clique aqui.


Sem brincar no trabalho, profissionais não desenvolvem todo seu potencial!

Wellington Nogueira
Especial para o UOL
23/08/201406h00

Em minha linha de atuação como besteirologista, aprendi que o pronto-atendimento de um hospital revela retratos precisos dos problemas sociais de seu entorno, desde a violência urbana até a falta de infraestrutura e educação.

Mas, nos últimos anos, esse cenário vem se ampliando e os pronto-atendimentos revelam mais um fator preocupante: os problemas de saúde oriundos de locais e relações doentes de trabalho, como stress, depressão, pânico e outros males decorrentes da somatização de emoções e sentimentos.

O homem trabalha desde a época em que saía para caçar refeições e encontrar abrigo. Ao longo dos tempos, esse escopo foi crescendo e mudando porque esse mesmo homem evoluiu e hoje quer mais do que simplesmente trabalhar para garantir suas necessidades básicas ou enriquecer. Ele quer associar o trabalho ao seu propósito de vida para construir um mundo melhor. Quando isso não acontece, abre-se o espaço para a frustração ou desmotivação.

E o preço é muito alto. Segundo o Instituto Gallup, 81% dos trabalhadores – globalmente - estão desmotivados, gerando um custo de US$ 3,1 trilhões para a sociedade. Dados alarmantes como esses demandam uma revisão urgente na maneira como está estruturado o campo do trabalho e nossa relação com ele.

sábado, 23 de agosto de 2014

Cantora imita 19 divas em "Total Eclipse of the Heart"

Não sou exatamente um adepto do gênero de comédia conhecido como Stand Up, mas sou obrigado a concordar que, de vez em quando, esse gênero nos brinda com alguns momentos muito bons. Esse é um deles.

Não sei como é seu show, mas Christina Bianco tem um momento excepcional quando interpreta a música Total Eclipse of The Heart, e ao mesmo tempo interpreta 19 cantoras diferentes em seus modos e trejeitos ao cantar.

Ficou muito bom!


quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Blog dos Mercantes mostra o comércio exterior Brasileiro

Para quem pensa que quando um presidente viaja ele vai fazer turismo, aí embaixo temos um artigo da Folha de São Paulo, que mostra bem o objetivo de uma visita do Chefe de Governo de um país a outro: negócios e fortalecer laços. E isso se aplica a todos aqueles que viajam a trabalho.

No caso de um Chefe de Estado suas viagens costumam criar oportunidades e estimular as economias de ambos os países envolvidos, criando empregos, novas oportunidades de negócios e melhorando a vida da população em geral.

O problema é que a grande maioria das pessoas não sabe disso, e normalmente acompanham as visitas oficiais apenas pela televisão, onde as reportagens costumam restringir-se à tradicional colocação de flores no túmulo do soldado desconhecido, participar de almoços ou jantares e uma conversa reservada. 

Erradamente a televisão omite que paralelamente são levadas muitas conversas, que costumas criar e fechar uma infinidade de negócios e colaborações entre os dois países, ou no máximo fala rapidamente dessas reuniões, mas dificilmente mostram o alcance dos acordos discutidos. .




Brasil vai usar visita chinesa para vender carne e avião
FLÁVIA FOREQUE
RENATA AGOSTINI
DE BRASÍLIA

18/06/2014  02h00


Mais opções
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O governo quer aproveitar a visita de Estado do líder chinês Xi Jinping, em julho, para fechar negócios e destravar temas da pauta econômica entre os dois países.

Há hoje uma preocupação em diversificar as vendas para o gigante asiático, principal destino das exportações do país desde 2009, quando a China desbancou os Estados Unidos como maior comprador de produtos brasileiros no exterior.

"Há concentração na venda de commodities [produtos básicos]. Com muitos ovos numa cesta só, o país fica sujeito a flutuações", diz o embaixador Francisco Brasil de Holanda, diretor do departamento da Ásia do Leste no Itamaraty e responsável por parte dos preparativos para a visita da comitiva chinesa.

Soja e minério de ferro representaram mais de 70% do que o Brasil vendeu para a China no ano passado.

Por isso, além de estreitar as relações diplomáticas com o parceiro, uma das prioridades é enfim viabilizar a venda de 40 aviões da Embraer para o mercado chinês.

Os contratos foram firmados ainda em 2011, mas até hoje não houve autorização oficial para que a operação fosse concretizada.

O governo quer ampliar o contato entre o empresariado dos dois países. Espera-se que a comitiva de Xi Jinping traga também executivos chineses "de peso".

"O produtor brasileiro ainda olha muito para o próprio umbigo. Até 2020, mais de 100 milhões de chineses sairão da pobreza. É um mercado enorme", disse o embaixador brasileiro.



Alex Argozino/Editoria de Arte/Folhapress

POTENCIAL

Uma das áreas que o Brasil vê grande potencial de crescimento é o da indústria criativa, com aumento das vendas das indústrias gráfica, de audiovisual, de design e moda.

Segundo o Itamaraty, entre os tópicos que também devem ser tratados durante a visita, está a liberação da venda de carnes bovinas, bloqueada desde o fim de 2012 diante das notícias de um caso da doença conhecida como "vaca louca" no Paraná.

Apesar de ter sido um caso isolado e fruto de uma mutação genética, o que afastou o risco de contágio em outros animais, a China manteve a barreira desde então.

O mercado chinês de carnes bovinas ainda é pequeno, mas o aumento das vendas para Hong Kong no ano passado, que funciona como porta de entrada para a Ásia, mostra quão lucrativo pode ser o fim do embargo, afirma Brasil de Holanda.

SIMBOLISMO

Há a expectativa ainda de que haja a confirmação de investimentos brasileiros no país asiático. A fabricante de caminhões Marcopolo, por exemplo, aguarda autorização para instalar fábrica de veículos na China.

A vinda de Xi Jinping, que participará da cúpula dos Brics (Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul) e deve assistir a final da Copa do Mundo no Maracanã, tem grande caráter simbólico. A visita, a primeira dele no posto de líder, marcará os 40 anos das relações entre Brasil e China.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Blog dos Mercantes e os problemas do Brasil

Porto de Santos - Foto da Internet
Santos está sobrecarregado, precisamos de novas opções

Cada um quer puxar a sardinha para sua brasa. Interessante também notar como sempre são observados os mesmos pontos: problemas de infraestrutura, baixo investimento no desenvolvimento da infraestrutura, alta carga de impostos. Esses são alguns dos argumentos mais batidos pelos “analistas” de mercado.

Ora, cada país tem suas especificidades, o Brasil tem as dele. Além disso, costumam englobar todas as coisas numa única rubrica, como se tudo fosse impostos, e como se as empresas não tivessem responsabilidades sociais a serem cumpridas.

Isso fica claro quando falam de impostos, e incluem contribuições previdenciárias, como se impostos fossem, quando são na verdade parte da contraprestação social que as empresas dão à sociedade, pelo direito de produzir, se utilizar da mão de obra e obter lucro (no Brasil enorme), e que irá garantir a velhice dessa mesma mão de obra.

Podemos também tecer comentários sobre nossa infra e superestruturas. Elas são deficientes, claro, mas em que país isso não ocorreria, após 15 anos ou mais de estagnação, que foi o que ocorreu no Brasil a partir do final dos anos 80, até quase meados da primeira década do Séc. XX? Os investimentos ainda são insuficientes, mas estamos avançando.

A Lei dos Portos que não deslancha? Nenhuma Lei irá criar cais, rodovias, ferrovias, hidrovias, canais de acesso, equipamentos, etc. da noite para o dia. Para a criação dessas infra e superestrutura, são necessários bilhões de dólares, alguns anos e trabalho árduo, para que tais recursos se materializem.

E por último vem a maior de todas as defesas em causa própria: o porto de Santos. A mesma e velha ladainha de sempre; “precisamos aprofundar e alargar canais e bacias de manobra, aumentar cais, mais vias de acesso, etc., etc.”.

O porto de Santos foi, é, e continuará sendo importante para o país, mas é um porto que atendia as exigências da navegação dos Secs. XIX e XX. No Séc. XXI precisamos de instalações que atendam as novas exigências, e estar eternamente adaptando portos antigos, que necessitam de manutenção extremamente cara e constante é contraproducente e altamente dispendioso. Precisamos de novas saídas, novas opções.

Vamos mudar o discurso.


Baixo investimento e ineficiência na infraestrutura atrapalham competitividade do Brasil

O baixo investimento anual do Brasil em infraestrutura - número que fica entre 2,2% e 2,4% do Produto Interno Bruto (PIB) - seria um dos grandes motivos para explicar o atraso que o País vive em termos de mais competitividade.

Na opinião do presidente da Inter.B Consultoria Internacional de Negócios, Cláudio Frischtak, o aporte anual deveria ficar entre 4% e 4,5% para que o mercado brasileiro consiga ser competitivo em escala mundial. "A Índia, por exemplo, investe 6% do PIB em infraestrutura. Já as economias asiáticas aportam entre 8,9% e 10%. No ritmo atual, o Brasil demoraria um quarto de década para acompanhar esse crescimento", disse o executivo durante palestra realizada ontem (29) no 9º Fórum Brasil ComexLog, em Santos (SP).

O executivo ressaltou ainda as limitações do setor público como restrição fiscal, falhas no planejamento e baixa qualidade dos projetos, como problemas adicionais que afastam o investidor e diminuem a capacidade do País crescer, em especial na área logística. "Se a acessibilidade dos portos é ruim, é óbvio que os investimentos privados são afetados diretamente", disse ele.

Sobre os portos brasileiros, Frischtak apontou a necessidade de as Companhias Docas terem uma gestão mais eficiente, além da necessidade do governo garantir investimentos para ampliar os serviços nos terminais. "Os programas de arrendamentos em portos públicos envolvem aportes de R$ 17 bilhões, porém, até hoje, nenhuma das 121 áreas foi licitada", disse.

Outro ponto que segue indefinido com relação ao setor portuário são os Terminais de Uso Privado (TUPs). A perspectiva do governo federal é que o modelo de negócio receba investimentos de R$ 11 bilhões, mas o problema, segundo o presidente da Inter.B, reside na burocracia que travam as negociações. "Mais de 40 terminais pediram a renovação antecipada de contratos de arrendamento. Temos de avançar com a agenda de reformas", disse ele.

Para Frischtak, as mudanças verificadas no setor portuário, em função da aprovação da Lei de Modernização dos Portos (Lei 12.815/2013), trouxeram vantagens, mas também problemas. "Em alguns aspectos, a Lei dos Portos avançou, como com relação à gestão portuária. Em outros houve retrocesso, como a centralização das decisões em Brasília e o aumento dos custos nos portos públicos", acrescentou.

Em busca de melhorar o desempenho do Porto de Santos, o diretor da Codesp, Paulino Moreira, afirmou que os 25 quilômetros do canal deverão ser alargados, com a perspectiva de chegar a 220 metros de largura, com 15 metros de profundidade, melhorando a recepção dos navios. De acordo com o executivo, a Codesp e a Secretaria dos Portos (SEP) elaboraram um plano de dragagem com traçado geométrico que visa a modernização do canal e, no que diz respeito à licitação dessas obras, as ações estão encaminhadas. "Essa dragagem tem propostas que serão decididas no dia 11 de junho, mas existem modernizações não só sobre dragagem. São ações que vão resultar em melhorias em todo o trecho, ao longo dos 25 km, porém serão 41 meses para as obras".

Conforme Moreira, a SEP tem atuado diretamente com a atividade portuária e delegou à Codesp, no início deste ano, a prerrogativa de atuar enquanto a licitação, em junho, não ocorrer. "Já fizemos três intervenções importantes com um ganho de eficiência clara. Ano passado também tivemos um contrato importante, em que foram firmados compromissos para auxiliar trechos emergenciais", completou.

Moreira apontou que para atuar no canal de navegação, "que é a estrada molhada mais importante de acesso ao Porto de Santos", as empresas que analisam a licitação para o mês de junho têm formado consórcios. "E já temos trabalho sendo desenvolvido com programas ambientais de forma sistemática. São programas que envolvem as secretarias de meio ambiente das cidades que o Porto interage", ressaltou o executivo da Codesp.

A necessidade de ampliação da capacidade do Porto de Santos também foi defendida pelo presidente do EcoPorto Santos, José Eduardo Bechara. Na opinião dele, o setor portuário exige um diálogo entre as empresas e o poder público altamente necessário. Ao DCI, ele afirmou que ações da Secretaria de Portos têm avançado, mas é de vital importância que o setor tenha maior agilidade nos processos de licitação na dragagem para que haja recuperação da capacidade do Porto de Santos. "A EcoPorto está investindo em suas instalações para alcançar maior ganho de eficiência e ampliar a capacidade de atuação. Nesse sentido estamos investindo R$ 140 milhões", ressaltou ele.

A preocupação com a profundidade dos canais, assim como os berços para a atracação das embarcações também foi um assunto que levantou discussões acaloradas no Fórum. Conforme o diretor-executivo da Associação Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados (Abtra), Matheus Muller, o modal aquaviário é como uma vitrine para o setor logístico, tanto que ele comparou o canal de um porto como se fosse considerado o cartão de visitas para os navios. "Um porto não vive sem navio e armador".

Então, apontou ele, a importância de manter os canais com sinalização adequada e com sistema com tecnologia de ponta é imprescindível. "É preciso também oferecer condições que permitam os armadores trazerem navios com maior porte. Só assim é possível gerar economia de escala para os terminais. Então, o canal tem essa relevância, afinal sem os navios não se faz realmente negócios no comércio exterior."

Promovido pela TVB Band Litoral, com apoio do jornal DCI, ambas, empresas das Organizações Sol Panamby, o Fórum Brasil ComexLog 2014 está na 9ª edição. A presidente das Organizações Sol Panamby, Alaide Quercia, ressaltou o legado do evento. Ela comentou que o Porto de Santos tem importância vital na economia brasileira e o evento contribui para o debate em prol da redução dos gargalos da infraestrutura no País. "No ano em que o Brasil sedia a Copa do Mundo e terá eleições majoritárias, temos uma oportunidade ímpar de contribuir para a reflexão em torno das questões logísticas e sugerir soluções aos especialistas e agentes do setor, além da própria população", destacou.

Já a diretora Corporativa de Mídia do Grupo Sol Panamby, Claudia Rei, apontou que os pontos discutidos constarão de documento que será enviado ao governo federal, com o objetivo de transformar em ações positivas as recomendações levantadas durante o evento.


*publicado originalmente pelo jornal DCI

sábado, 16 de agosto de 2014

Geni e o Zepelim- Chico Buarque De Holanda na voz de Letícia Sabatella

Linda, talentosa e agora mostrando mais uma faceta, a de cantora. Letícia Sabatella mostra que interpretação é com ela mesma, e nem quando canta se esquece disso, já que a Ópera do Malandro é uma peça musicada de Chico Buarque de Holanda, escrita em 1978.

Cantando na exata marcação do piano, Letícia apresenta uma bela voz, com várias nuances, e uma interpretação que até agora, eu pelo menos, não havia visto para essa composição de Chico.

Vale a pena conferir, "Geni e o Zepelim", na voz de Letícia Sabatella.




quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Blog dos Mercantes comemora prêmio internacional de matemática conquistado por brasileiro

Para quem ainda acha que o Brasil não conquista nada, que o Brasil é um zero a esquerda na pesquisa de ponta e não conquista prêmios internacionais, aí está Artur Ávila, que recebeu a medlha Fields, considerada o Nobel da Matemática, já que tal ciência não é contemplada pela academia sueca.

E que esse seja apenas o primeiro de muitos prêmios que os pesquisadores brasileiros venham a conquistar.

Aproveitando o clima de festa, bem que nosso país poderia começar a incentivar mais a pesquisa científica. Gente capacitada nós temos, mas nos faltam equipamentos e incentivos financeiros.

Quem quiser ler a reportagem completa em O Globo, é só clicar aqui.


O matemático Artur Avila, de 35 anos, premiado com a Medalha Fields - Américo Mariano


Brasileiro ganha 'Nobel' da matemática

Carioca de 35 anos, Artur Avila é premiado com Medalha Fields, maior prêmio da sua área no mundo


EUL, Coreia do Sul - Um carioca de 35 anos se tornou o primeiro brasileiro a receber a prestigiada Medalha Fields, considerada o prêmio Nobel da matemática. Artur Avila foi anunciado como merecedor da láurea máxima da União Internacional de Matemática (IMU, na sigla em inglês), durante o Congresso Internacional de Matemáticos, nesta terça-feira, quarta de manhã em Seul, na Coreia do Sul, onde o evento acontece. A medalha é entregue a cada quatro anos, a no mínimo dois e no máximo quatro profissionais com menos de 40 anos cujos trabalhos um comitê secreto julga terem sido fundamentais para o avanço da matemática. Junto com Avila, este ano a Fields foi entregue também ao canadense Manjul Bhargava, ao austríaco Martin Hairer e à iraniana Maryam Mirzakhani.

Read more: http://oglobo.globo.com/sociedade/ciencia/brasileiro-ganha-nobel-da-matematica-13577813#ixzz3AHI8Bf8u

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Blog dos Mercantes emite nota triste

Robin Williams em cena de "Bom Dia Vietnã"
Foto da internet

Ontem foi encontrado morto o ator Robin Williams, de 63 anos, em sua casa nos EUA. A morte de Williams não significa apenas a passagem de mais um ser humano, mas uma perda para a humanidade de um gênio da arte de representar. Esse gênio, que lutava bravamente contra a dependência química e uma depressão, parece não ter resistido às agruras da doença e, segundo a polícia, se suicidou, já que foi encontrado enforcado e com os pulsos cortados.

Ator versátil e muito talentoso, nos últimos anos também havia perdido um pouco de seu encanto nas telas, mas isso de nada invalida seus grandes presentes à humanidade, como “Sociedade dos Poetas Mortos”, “Gênio Indomável’, “O Pescador de Ilusões”, “O Homem Bi-Centenário”; em comédias, gênero no qual Williams iniciou fazendo “Stand Up”, como “Uma Babá Quase Perfeita”, “A Gaiola das Loucas” ou “Uma Noite no Museu 2”; ou ainda em animações e adaptações de desenhos para o cinema, como em “Aladim” ou “Popeye”.  Isso tudo para citar apenas alguns de seus filmes.

Mas nada, nenhum dos filmes e sucessos que citamos acima irá se igualar aos gritos com que cumprimentava os soldados americanos em “Bom Dia Vietnã”, seu primeiro e inesquecível sucesso. Não que o filme seja fora de série, pois ainda que um bom filme lhe falta densidade, mas a atuação de Williams é fantástica, ainda mais se assistida no original em inglês.


Descanse em paz Robin Williams, e esteja certo que a humanidade não irá lhe esquecer, como não esquece nenhum de seus grandes gênios.

Blog dos Mercantes e A Guerra de 4.000 anos

árabes e judeus, porque não pode ser assim?
foto da internet

O texto abaixo foi tirado da coluna de Clóvis Rossi, da Folha de São Paulo.

É óbvio que quando falamos que a guerra tem 4.000 anos, estamos falando em sentido figurado. Mas a realidade é que o Oriente Médio é uma região altamente belicosa, e não é de hoje. Em muitos pontos a Bíblia é utilizada como documento histórico, e nela estão contidos inúmeros conflitos entres os povos da região na Antiguidade, e depois temos vários registros de guerras através de outras Eras de nossa história.

Hoje esse histórico é “honrado” por judeus e muçulmanos, que seguem se matando de forma estúpida. Não vamos aqui tentar analisar os motivos emocionais e factuais que os levam a tal procedimento, pois muitas coisas podem explicar suas ações, mas nenhuma justificar.

Mas podemos condenar, sem medo de cometer uma injustiça, que tais fatos seguirão ocorrendo, caso os aliados de ambas as partes não aproximem suas ações aos “belos” discursos que apresentam ao mundo. De nada adianta condenar as ações de ambas as partes, caso continuem a armar e treinar exércitos e grupos armados da região.

Mas o Blog dos Mercantes já sabe disso há muito tempo, pois a distância entre discursos e ações não se aplica somente às relações internacionais e aos fatos lamentáveis ocorridos no Oriente Médio.

Porque desde sempre todos eles vêm dizendo que trabalham para melhorar as condições de trabalhadores e cidadãos, e eventualmente e por curtos períodos de tempo, isso pode até acorrer, mas no final sempre observamos a piora das condições de vida dos mais pobres, a melhora dos mais ricos, e a concentração de riqueza nas mãos de uma pequeníssima parcela da população. E isso não é privilégio do Brasil, mas padrão em todos os países do mundo que conheço.

Enquanto o Homem não mudar sua maneira de agir, as mazelas que atingem a humanidade continuarão a ser objeto de nosso debate.


Quando os "anões" proliferam
05/08/2014 02h00
Ygal Palmor, porta-voz da Chancelaria israelense, deve estar tendo pesadelos com anões, tal a quantidade de países e personalidades que criticam o que consideram desproporção na resposta de Israel aos ataques do Hamas. Foi Palmor quem disse que o Brasil era um "anão diplomático" exatamente por ter feito esse tipo de crítica.

Agora, vem Laurent Fabius, o chanceler de uma França íntima aliada de Israel, dizer que o direito de Israel a se defender "não justifica a morte de crianças e o massacre de civis". Notou a palavra "massacre"? É a mesma que usou a presidente dos "anões", Dilma Rousseff.

Até a porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, Jennifer Psaki, carimbou como "vergonhoso" o ataque mais recente, o terceiro, a uma escola da ONU que abrigava refugiados. E os EUA são o mais firme aliado de Israel.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, obrigado à neutralidade pelo cargo que exerce, foi mais longe, ao chamar de "ato criminoso" o ataque à escola.

Torna-se assim escandalosamente evidente o que já escrevi aqui (folha.com/no1489355): Israel está perdendo a guerra pela opinião pública global (tema, de resto, da reportagem de capa do número da "Economist" que está nas bancas).

É exatamente o elevado número de civis mortos por Israel que causa a derrota na guerra pela opinião pública.

Escreve, por exemplo, David Horovitz, editor-executivo do "Times of Israel", francamente favorável à invasão de Gaza: "Os corações das pessoas decentes ficam com vítimas indefesas; por muito que Israel tenha sido atacado e ensanguentado, os habitantes de Gaza foram muito mais atacados e ensanguentados –precisamente o que o Hamas tinha planejado".

Pior, para Israel: se está perdendo a batalha por mentes e corações, não parece estar ganhando a guerra no terreno. É verdade que dá por praticamente concluída a destruição dos túneis que o Hamas construiu para infiltrar seus militantes em Israel. Mas Horovitz, um dos mais bem informados jornalistas israelenses, escreve que nunca se poderá ter certeza de que todos os túneis foram encontrados.

Emenda: "Levará muito, muito tempo, para que os residentes das comunidades em volta de Gaza possam dormir tranquilos à noite". Mais: "As lideranças [do Hamas] sobreviveram intactas, escondidas com segurança em 'bunkers' subterrâneos que construíram nas profundezas do coração de Gaza. A maior parte de seus milhares de lutadores cultores da morte também sobreviveu. Muito de seu armamento está intacto. Tudo pronto, espera o Hamas, para outra, mais perversa, rodada de matanças".


Os números da ONU comprovam que o braço armado do Hamas foi relativamente pouco afetado: dos 1.196 mor­tos já identificados, 1.033 são civis. Se a conta está correta, o Hamas perdeu 163 combatentes, quando tem cerca de 20 mil homens. Como se fosse pouco, há ainda o fato de que o processo de paz com os palestinos, que seria, em tese, a única real solução para o conflito, também saiu ferido, talvez de morte.

domingo, 10 de agosto de 2014

Blog dos Mercantes deseja a todos um Feliz Dia dos Pais





A fantástica e inesquecível Elis Regina já esteve aqui em nosso Blog dos Mercantes. Além do que não há a menor necessidade de fazer mais apresentações dessa grande cantora de nossa música, e nesse Dia dos Pais, nada como relembrar um de seus grandes sucessos.



Aproveitem e sigam como Nossos Pais.



E um Feliz Dia dos Pais a Todos(as)!

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Blog dos Mercantes apoia hidrovia que está a caminho

A matéria abaixo é de maio de 2014, mas continua fresquinha, dado a lentidão com que acontecem as coisas no setor de navegação. Com isso em mente podemos afirmar que o caminho para se estabelecer tal caminho para escoamento de bens e produtos está relativamente correto. É certo que estudos técnicos devem ser feitos, é certo que a sociedade deve ser consultada quanto às expectativas sobre a hidrovia, e é necessária a participação e observar os anseios do empresariado.

Um ponto interessante do texto abaixo é que, no seu final, mostra a importância de se focar no transporte aquaviário (no caso hidrovia), mas não esquece de citar outros modais como importantes para que a economia possa se expandir de forma uniforme pelo país e, de quebra, o transporte aquaviário possa ser melhor aproveitado. Nada que o Blog dos Mercantes não venha falando desde seu início.

Mas, apesar de apoiarmos todas as ações que visem estabelecer novas opções de transporte aquaviário, como forma de catapultar a economia brasileira de forma inteligente e racional, só que uma parte da população, que é diretamente interessada em expansões desse tipo, que tem conhecimento e experiência em operações e que, por isso mesmo, tem muito a oferecer de ideias e informações para esse tipo de projeto, nem ao menos é citada no texto do artigo abaixo.

Essa parcela da sociedade são os trabalhadores, que mais uma vez são deixados de lado propositalmente, como se não fizessem parte do processo.

Mais uma vez vemos um projeto no país, que nasce de forma capenga e desequilibrada. Poderá dar certo? Claro, muito provavelmente! Mas isso poderia ocorrer de forma mais rápida e menos truculenta, se todos fossem envolvidos no projeto e respeitados desde o início.



Hidrovia está perto de se tornar realidade no Tocantins

O Estudo de Viabilidade Técnico Econômico Ambiental (Evtea) dos Rios Tocantins e Araguaia iniciou-se na manhã desta quinta-feira, 29. A apresentação técnica aconteceu no auditório da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Palmas (CDL) e foi ministrada pelo gerente do projeto Fábio Esperança. O Evtea é uma solicitação da Companhia Docas do Maranhão (Codomar), responsável pelas hidrovias brasileiras.

Questionado sobre prazos, o gerente do projeto falou que o estudo será feito ao longo de um ano. “São 345 dias de estudo, pesquisa e levantamento de campo, mais 15 dias de apresentação pra comunidade”. Ele ainda explicou a diferença desse estudo para os demais. “Esse estudo é diferenciado porque trabalha com a comunidade. Ele ouve os anseios e é desenvolvido para a comunidade. Outra diferença é que ele se preocupa com o meio ambiente. Ele foca, estuda, analisa os impactos e os riscos para meio ambiente”.

Esse primeiro contato com o público se faz necessário para que os responsáveis pelo estudo coletem informações. O engenheiro civil Silvio Romano, diretor de engenharia e operações da Codomar, explicou a importância deste contato. “O trabalho prevê, acima de tudo, que as informações sejam colhidas de fontes primárias, ou seja, é fundamental que a comunidade participe”, convocou o engenheiro. “Não esperamos apenas informações técnicas, mas também as necessidades, anseios e expectativas com relação à hidrovia”, disse.

O presidente da Associação Comercial e Industrial de Palmas (Acipa), Fabiano do Vale, comentou o quanto a classe empresarial de Palmas ganhará com esse projeto. “Devemos perceber como podemos nos enquadrar nisso. Como podemos participar, não só do estudo técnico, mas no desenvolvimento da hidrovia, de fato. Irá gerar muitos trabalhos, em vários segmentos. Muitos serviços serão ofertados”, disse.

Em 1995 o presidente da CDL de Palmas, Sr. Davi Goveia, já navegou as águas do Araguaia num primeiro teste de escoamento na produção de soja de Mato Grosso para o Tocantins por vias fluviais. “Saiu várias barcaças em comboio, com carregamento de soja”, relembrou. “É importante que empresários de Palmas e região participem dessas apresentações, pois é uma oportunidade de parcerias”.


“Apesar de focar na hidrovia, O Evtea perceberá também os demais modais de rodovia e ferrovia, pois os rios não margeiam todas as áreas de produção”, finalizou o gerente do projeto Fábio Esperança. (Ascom Acipa)

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Blog dos Mercantes e o problema da educação

Educação não é suficiente, mas é fundamental - imagem da internet

A notícia abaixo, veiculada pela Folha de São Paulo, é muito importante e interessante. Gira sobre um tema que vimos tratando de forma recorrente, que é um dos temas mais sensíveis na política e na sociedade brasileiras, um dos compromissos assumidos por nossa presidente, e também é de enorme importância para qualquer país: a Educação.

Sem dúvidas o aumento do percentual de nosso PIB investido na Educação é uma medida a se louvar, principalmente porque alcançamos um dos maiores investimentos percentuais do mundo e também porque mostra o compromisso que o país assume em melhorar nossos níveis educacionais.

Mas gostaríamos de lembrar que isso somente não é suficiente, porque acima de tudo precisamos melhorar a qualidade dos gastos feitos em Educação, como também em outras áreas.

E sem essa de comparar o valor das moedas, como a reportagem abaixo faz, pois se a moeda francesa é cerca de 3 vezes mais valorizada que a nossa, os profissionais envolvidos com a Educação na França recebem salários muito superiores aos nossos, as instalações e os equipamentos à disposição de alunos e professores são, em média, de muito melhor qualidade e maior quantidade, e até por um processo de aperfeiçoamento, que se observa pelo aprimoramento e repetição na formação de pessoal, a qualidade do ensino costuma ser muito superior.

 E tendo isso em mente podemos dizer que a qualidade de nossa Educação é muito desproporcional à quantidade de recursos investidos na mesma. Precisamos acima de tudo melhorar esse retorno, aí, com 10% do PIB investido em Educação, teremos uma das bases para alavancar o progresso do país.

Apenas quatro países destinam 10% do PIB para a educação
GUSTAVO PATU
DE BRASÍLIA
05/06/2014  02h00
A meta para o gasto público brasileiro em educação aprovada nesta terça (3) pelo Congresso está bem acima do padrão seguido pelas principais economias mundiais.
Em nenhuma delas as despesas dos governos com o ensino se aproximam de 10% do PIB (Produto Interno Bruto).
Esse é o patamar a ser atingido pelo Brasil até 2024, de acordo com o texto do Plano Nacional de Educação, que segue para sanção da presidente Dilma Rousseff (PT).
Na base de dados das Nações Unidas, percentuais do PIB de dois dígitos são encontrados apenas em alguns poucos países pequenos.
De 2008 para cá, os exemplos são Lesoto (13%, a maior proporção), Cuba, Timor Leste e São Tomé e Príncipe.
São casos em que as dimensões minúsculas das economias -e, no caso cubano, também as peculiaridades do regime comunista- distorcem as estatísticas.
Entre os países com maior peso na renda mundial, reunidos no G-20, os desembolsos com a educação variam de 2,8%, na Indonésia, a 6,3% do PIB no Reino Unido, de acordo com a ONU.
No Brasil, são 5,8%, um dos maiores percentuais do grupo. Já pela metodologia mais ampla adotada pelo governo, a despesa chegou a 6,4% do PIB em 2012.
PRIORIDADE
A medida da despesa como proporção do PIB indica o grau de prioridade atribuído a uma atividade -em outras palavras, qual a parcela dos recursos disponíveis do país é destinada ao setor.
Se os dados mostram que a fatia da renda brasileira aplicada na educação está entre as mais altas do mundo, isso não significa um padrão de ensino igualmente elevado -afinal, a renda do país é apenas mediana quando dividida pela população.
A França, por exemplo, aplica no ensino um percentual do PIB semelhante ao do Brasil hoje, mas a renda per capita francesa é o triplo da brasileira, considerando o poder de compra das moedas.
Reduzir essa diferença por meio do aumento do gasto total é uma tarefa difícil, mesmo no prazo de uma década.
Um ponto percentual do PIB significa um gasto anual de R$ 52,9 bilhões, mais que o dobro do Bolsa Família; três pontos percentuais superam o dobro da receita da extinta CPMF, o imposto do cheque.
O gasto brasileiro por aluno da rede pública tem crescido rapidamente nos últimos anos, com a ajuda do envelhecimento da população, que diminui o número de crianças e jovens.

Em 2011, o gasto público médio por estudante ficou em R$ 4.916. Trata-se de um aumento de mais de 140% em uma década, em valores corrigidos pela inflação.